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Uma boa educação, alimentação, plano de saúde, são essenciais para se criar uma criança. Alguns desses fatores são úteis a curto prazo, outros a longo prazo, mas depois que seu filho não for mais um bebezinho e estiver fora do seu controle, como garantir que ele terá um futuro financeiro ao menos seguro?

Pra começar a criança precisa ter uma boa educação financeira. Não adianta que o jovem aos 18 anos receba uma fortuna dos pais e gaste tudo em festas. (E isso acontece com frequência!)

Um bom começo para educar seu filho em relação ao valor do dinheiro é com a famosa mesada ou semanada. Eu aconselho que os pais comecem com uma semanada a partir dos 6 anos. Porque é nessa idade que a criança começa a ir para escolinha e ter que comprar seu próprio lanche. Porém nessa fase da vida nossa noção de controle e de tempo é muito pequena. Portanto a mesada demoraria muito para chegar e não garantiria a satisfação da criança.

Ja a possibilidade da criança controlar o que recebe semanalmente é bem maior. Então comece com valores suficientes para o lanche da escola por semana. Não vou colocar valores aqui pois o custo do lanche em SP é bem diferente de MG, PR, RJ e etc. Então cada um deve fazer seu próprio orçamento.

Depois que a criança completar 10 anos o valor poderá ser dado mensalmente. E nesse caso deve ser o suficiente para o lanche da escola e mais um pouco para que a criança consiga poupar em um cofrinho ou poupança no banco todo mês.

Esse espírito de economizar deve ser mantido por toda vida do seu filho. Se a criança te pedir um brinquedo, explique que ela poderá economizar em alguns gastos e faça a conta junto com ela. Veja no que ela poderia economizar e quanto tempo levaria para que ela conquistasse o brinquedo.

Com meu afilhado apliquei a ideia da rifa. Ele queria um tênis novo. Então comprei uma rifa de R$1,50 e expliquei que caso vendesse os 100 nomes a R$1,00 teria R$100,00 reais. Subtraindo R$20,00 (que foi o valor gasto para comprar o prêmio = um pen drive) e subtraindo o R$1,50 (custo da rifa) sobrariam R$78,50 para o tênis.

Ele vendeu tudo em 3 dias e amou a brincadeira. Então #FICAADICA.

Mas depois dos 18 anos a situação muda e os gastos serão maiores. Nesse caso o jovem poderá passar em uma faculdade federal, poderá receber um financiamento do governo ou poderá até decidir não fazer faculdade, mas para qualquer uma das opções o montante necessário de investimento será mais alto do que o normal.

Meu conselho, nesse caso, é que seja feita uma conta conjunta entre os pais e o jovem. É importante que a conta não seja feita apenas no nome do seu filho porque jovens não costumam ter muito juízo. (velhos também não tem, imaginem os jovens). Então, caso a conta seja feita somente no nome de seu filho ele terá pleno direito a utilização do dinheiro. E isso significa fazer, com ele, o que quiser.

É claro que seu filho pode ter tido uma excelente educação financeira. Mas não acho que vale a pena correr o risco. Então façam a conta conjunta ao menos para garantir um certo controle sobre os gastos nos primeiro anos de utilização desse conta. Dos 18 aos 22 anos por exemplo.

E como esse será um investimento a longo prazo, no qual pode ser feita uma aplicação única, aplicações mensais, ou até mesmo anuais (que renderão do nascimento do seu filho até seus 18 anos), o economista Samy Dana, Professor da FGV, ressaltou, em entrevista a revista Exame, a importância de se fazer uma aplicação rentável e segura a londo prazo. Assim, ele sugere que o dinheiro seja investido dessa forma:

  1. 50% dos recursos em NTN-B, título do governo federal que remunera IPCA + Juros negociado pelo Tesouro Direto.
  2. 25% dos recursos em debêntures de infraestrutura indexadas a inflação, com baixo risco de crédito. Esses títulos remuneram o capital acima da inflação e possuem isenção de imposto de renda para a pessoa física.
  3. 25% dos recursos em LCI de bancos médios ou grandes. Esses instrumentos financeiros, que possuem isenção de imposto de renda pessoa física, remuneram acima da caderneta de poupança.

Com essa diversificação de investimentos o seu dinheiro tem maiores chances de render mais.

Enfim, depois de uma educação financeira bem consolidada e um período de teste drive, só nos resta deixar a criança viver e tomar suas próprias decisões. Dessa forma, com investimentos feitos de forma correta, seu filho terá uma boa reserva em dinheiro para investir em seus estudos, moradia, alimentação e etc. e um futuro mais seguro.

Mesmo assim ele ainda poderá cometer erros, porém, com certeza, esses serão bem menores do que os que o jovem cometeria se não tivesse a orientação e o amor dos pais. Nunca se esqueçam disso!

E BOA SORTE PRA GENTE! 🙂

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