Pra quem ficou assustado com o título da matéria, saiba que esta não é nenhuma homenagem ao Halloween. A mão invisível, para os pseudo administradores de plantão, nada mais é do que uma teoria.

A teoria de Adam Smith diz que “os homens voltados para seus próprios interesses são conduzidos por uma mão invisível…sem saber e sem pretender isto, realizam o interesse da sociedade”.

Ou seja, o egoísmo das pessoas ao agirem pensando apenas no próprio bem, inevitavelmente as levam a produzir um bem generalizado. Assim, “aproximando tão de perto a ideia de um homem perfeitamente lúcido e virtuoso quanto a fraqueza da natureza humana houvera de permitir”.

Porém, como citado pelo leitor André Meirelles, vale lembrar que a teoria se opõe a intervenção do estado na economia. Assim, “se a atuação do Estado for prejudicial, isso reforçaria a teoria da liberdade econômica e não o oposto”.

Um exemplo da atuação projudicial do estado na economia mundial é a atuação da FED (Federal Reserve System, o Banco Central dos EUA) que domina a economia mundial pois é responsável por determinar a taxa de juros da economia americana, assim como faz o Banco Central brasileiro.

Para estimular a economia norte-americana, o FED comprou US$ 600 bilhões de bônus do mercado que tirou o país da rota de deflação. O problema é que a economia atua em efeito dominó e assim como previa a Teoria da mão invisível, esse ato do FED não trará um bem generalizado, e sim criará grandes problemas para quem? Obviamente: os brasileiros!

É fácil de entender. Segundo a revista Época Negócios, “com os juros de longo prazo nos Estados Unidos reduzidos ainda mais por este novo afrouxamento monetário, investimentos em títulos da dívida americana passam a render menos ainda. Quase nada. Logo, investidores em busca de bons retornos reforçarão sua aposta nos mercados emergentes estáveis e com juros internos altos – Brasil à frente.”

Esse investimento externo no Brasil até parece uma boa coisa. Porém, com a entrada dessa monte de dinheiro no Brasil, vamos desvalorizar ainda mais o dólar e, consequentemente, fortalecer o real, tirando mais competitividade das exportações brasileiras.  Segundo o blog Acerto de contas “A diferença entre os EUA e o Brasil, em relação à decisão sobre taxas de juros, é que a preocupação com a inflação vem em segundo plano nos momentos de preocupação com recessão.”

Deu para entender né galera? Agora acho que ficou claro por que a Dilma falou no Jornal Nacional de ontem (5 de novembro) que está tão preocupada em deter a Guerra Cambial mundial que será discutida na reunião do G20 na Coréia do Sul segundo o blog da Miriam Leitão. O EUA fez o que achou melhor para seu país e ponto. Ou seja, assim como previu a mão invisível, estamos longe de sermos beneficiados com esse ato.

Tentei explicar de uma forma mais simples dos que os jargões econômicos, porém quem tiver alguma dúvida é só deixar nos comentários, ok? Afinal, estamos aqui pra aprender e tentar ensinar um pouquinho de economia.

Boa sorte pra gente frente a enxurrada que teremos pela frente.

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